Terapia do Esquema · Relacionamentos
Entendendo os padrões de comportamento nos relacionamentos
Fabiana M. Dias
Psicóloga · CRP 12/27236 ·
"Por que eu sempre termino nos mesmos tipos de relacionamento?" Essa pergunta — formulada de mil formas diferentes — está entre as mais frequentes no consultório de psicologia. A resposta não está na má sorte, nem em escolhas conscientemente equivocadas. Está em padrões profundos que operam de forma automática, moldando quem nos atrai, como nos comportamos e o que toleramos.
O conceito de esquemas na Terapia do Esquema
Jeffrey Young, criador da Terapia do Esquema, define esquemas como padrões amplos e pervasivos de memória, emoção, cognição e sensação corporal que se formam na infância em resposta a necessidades emocionais não atendidas. Eles não são apenas pensamentos — são estruturas profundas que incluem sensações físicas, memórias implícitas e padrões de ativação emocional.
Os esquemas mais relevantes para relacionamentos incluem: Abandono (medo de que as pessoas que ama partirão), Privação Emocional (crença de que suas necessidades emocionais nunca serão atendidas), Subjugação (tendência de suprimir as próprias necessidades para evitar conflito ou rejeição), e Fusão (dificuldade de manter identidade separada do parceiro(a)).
Como os ciclos se mantêm?
Os padrões relacionais se mantêm porque os próprios esquemas moldam o ambiente de formas que confirmam suas crenças centrais. Uma pessoa com esquema de abandono pode, inconscientemente, escolher parceiros(as) pouco disponíveis — e interpretar comportamentos neutros como confirmação de que será abandonada. Ao reagir com apego ansioso ou com afastamento defensivo, pode criar exatamente a distância que temia.
Isso não é manipulação nem fraqueza. É um mecanismo de sobrevivência emocional que se tornou disfuncional no contexto adulto.
Como interromper os ciclos?
O primeiro passo é o reconhecimento — e esse reconhecimento, sozinho, já exige suporte. Porque identificar os próprios esquemas sem se julgar, sem cair em vergonha ou em negação, requer um espaço de segurança que o processo terapêutico oferece.
O segundo passo é o trabalho experiencial: modificar não apenas o que se pensa sobre o padrão, mas como o sistema emocional responde a ele. É nesse ponto que a Terapia do Esquema se diferencia de abordagens mais cognitivas — ela vai à raiz, ao nível onde a mudança precisa acontecer para ser duradoura.
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