Terapia do Esquema · Relacionamentos
Como lidar com a insegurança em relacionamentos
Fabiana M. Dias
Psicóloga · CRP 12/27236 ·
A insegurança em relacionamentos raramente é sobre o parceiro(a). É sobre uma ferida mais antiga — a sensação de que não somos suficientes, de que podemos ser abandonados, de que o amor que recebemos é frágil e condicional. Essa ferida não surge do nada: ela tem uma história, e entender essa história é o primeiro passo para transformá-la.
De onde vem a insegurança?
Na Terapia do Esquema, a insegurança nos relacionamentos adultos está frequentemente associada a dois esquemas centrais: o esquema de Abandono e o esquema de Defectividade/Vergonha. O primeiro gera a crença de que as pessoas que amamos inevitavelmente nos deixarão. O segundo carrega a convicção interna de que há algo fundamentalmente errado conosco — que, se o outro nos conhecer de verdade, vai nos rejeitar.
Esses esquemas não são racionais. Podem coexistir com realizações profissionais expressivas, com relacionamentos funcionalmente estáveis. Eles operam em uma camada mais profunda — emocional, visceral — e se ativam especialmente em momentos de intimidade.
Como a insegurança se manifesta no dia a dia do relacionamento?
A insegurança pode aparecer como ciúme excessivo, necessidade constante de reasseguramento, dificuldade de acreditar nas palavras do parceiro(a) mesmo quando são sinceras, ou ao contrário, como distância emocional — um mecanismo de proteção que mantém o outro a uma distância segura para que a rejeição nunca doa tanto.
Quando a insegurança governa o relacionamento, cria um ciclo difícil: a necessidade de reasseguramento aumenta a pressão sobre o parceiro(a), que recua; o recuo confirma o medo de abandono; o medo intensifica a busca por reasseguramento. É um ciclo que não se rompe apenas com força de vontade.
O que a terapia pode oferecer?
O processo terapêutico oferece um espaço para identificar o esquema em ação — não como julgamento, mas com curiosidade genuína. A Terapia do Esquema usa técnicas de imagery (visualização de memórias emocionais) para trabalhar diretamente com a origem dessas crenças, oferecendo ao sistema emocional uma experiência de cuidado e reparação que muitas vezes não foi possível na infância.
O resultado não é a ausência de insegurança — é a capacidade de reconhecê-la quando surge, de não deixar que ela governe as ações, e de construir progressivamente uma base de segurança interna que independe da validação constante do outro.
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