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Fabiana M. Dias - PsicólogaVerificar disponibilidade

Terapia do Esquema · Relacionamentos

Como a terapia pode ajudar na superação de traumas

Fabiana M. Dias

Psicóloga · CRP 12/27236 ·

Trauma é uma palavra que carrega peso. Para muitas pessoas, evocar experiências traumáticas parece equivalente a reabri-las — a reviver uma dor que foi tão custosa de superar. Mas o que a psicologia contemporânea entende sobre trauma é diferente: experiências não processadas não desaparecem. Elas ficam armazenadas no sistema nervoso e continuam moldando percepções, reações e relacionamentos, muitas vezes sem que a pessoa perceba a conexão.

O que é um trauma emocional?

Trauma não é necessariamente um evento catastrófico único. Muitas das marcas mais profundas vêm de traumas relacionais — padrões repetidos de negligência emocional, crítica constante, instabilidade nos vínculos primários, ausência de cuidado consistente. Esses traumas cumulativos moldam esquemas que persistem na vida adulta: a crença de que não somos dignos de amor, de que o mundo não é seguro, de que precisamos ser perfeitos para sermos aceitos.

Na Terapia do Esquema, esses esquemas formados em resposta a experiências traumáticas são abordados com uma combinação de técnicas cognitivas, experienciais e relacionais — o que permite uma mudança que vai além da compreensão intelectual.

Como a Terapia do Esquema trabalha com traumas?

Uma das ferramentas mais potentes da Terapia do Esquema no trabalho com traumas é o Imagery Rescripting — uma técnica em que a pessoa é guiada a revisitar memórias dolorosas de forma segura, com a presença de uma figura de cuidado (o terapeuta, ou um adulto protetor imaginado) que oferece ao sistema emocional uma experiência de proteção e cuidado que não foi possível na memória original.

Esse trabalho não apaga as memórias, nem as nega. Mas muda fundamentalmente a carga emocional associada a elas — e, com isso, o impacto que exercem no presente.

Superação de trauma não é esquecer — é integrar

A cura de um trauma não significa que o evento deixa de ter acontecido. Significa que a memória perde seu poder de governar o presente. A pessoa consegue falar sobre o que viveu sem ser dominada pela emoção, consegue estabelecer relações íntimas sem o medo constante de ser ferida, consegue confiar novamente — em si mesma e no outro.

Esse processo exige suporte especializado. E exige também coragem — a coragem de olhar para aquilo que doeu, com o acompanhamento de quem sabe conduzir esse olhar com segurança e cuidado.

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